Taxa de desemprego recuou para 12,1% no trimestre encerrado em agosto, de acordo com a Pnad Contínua; em igual período de 2017, desemprego estava em 12,6%
Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,6%. No trimestre encerrado em julho, o resultado ficou em 12,3%. No trimestre encerrado em maio, a taxa era de 12,7%.
O resultado veio em linha com levantamento do Projeções Broadcast com 31 instituições. As expectativas eram de 12,00% a 12,50%, com mediana de 12,20%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.225,00 no trimestre terminado em agosto. O resultado representa alta de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 199,852 bilhões no trimestre encerrado em agosto, alta de 2,6% ante igual período do ano anterior.
“O País vem sofrendo um baque atrás de outro, mas a atividade continua tentando engatar uma retomada. Os dados do mercado de trabalho têm mostrado avanço nas contratações. Há um sinal claro”, diz o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, que esperava 12,10% para a taxa de desemprego.
“Como ainda tem uma população desalentada muito grande, também há uma força de trabalho elevada. Por mais que o número de vagas seja pequeno, há migração para a população economicamente ativa”, avalia o economista Thiago Xavier, da Tendências Consultoria Integrada.